sexta-feira, 22 de outubro de 2010

De olho na má postura profissional


Mais do que mostrar competência e habilidade no seu ramo, o ambiente de trabalho exige que o profissional apresente uma postura adequada. A falta de preparo para lidar com algumas situações faz com que muitos profissionais, donos até de excelentes currículos, sejam prejudicados ou afastados de seus cargos.
São inúmeras as falhas que as pessoas cometem durante o horário de expediente. "Os principais estão relacionados à falta de noção e de preocupação com o que as outras pessoas possam estar pensando da conduta daquele profissional", explica Maria Aparecida Araújo, consultora em comportamento profissional da Etiqueta Empresarial, no Rio de Janeiro.

Ela afirma que os principais erros estão ligados à aparência e ao comportamento. Dentre eles pode-se citar intimidade demais, o que faz com que o profissional abuse da liberdade, com gestos, tom de voz, agressividade ao falar e dificuldade em aceitar um "não", infantilidade, egoísmo, orgulho, resistência a mudanças e mistura de vida pessoal com profissional.

Esses problemas estão ligados principalmente a ausência de inteligência emocional para encarar os obstáculos. "Ela ajuda a digerir as emoções no relacionamento interpessoal". A consultora acredita que as pessoas não examinam suas deficiências e são pegos desprevenidos, fazendo com que seus sentimentos venham a tona e se submetendo a uma situação constrangedora.

Outro fator que contamina as relações profissionais é a fofoca. Pode começar com um simples comentário no corredor entre um cafezinho e uma ida ao toalete e terminar na sala do chefe ou no RH. Vale lembrar que uma fofoca só ganha força se for alimentada.

Autora do livro "Etiqueta Empresarial Ser Bem Educado é...", Maria Aparecida explica que o profissional elegante jamais se permite fazer parte de um antro de comentários alheios - e sim se preocupa com seu serviço e, em efetuá-lo com excelência. "Não é necessário que a pessoa seja rude com os demais. E sim que simplesmente não se misture ou compactue com aquela situação".

Mostrar superioridade demais também pode fazer com que o funcionário seja rotulado como prepotente. Cabe a pessoa saber analisar como são seus colegas e tratá-los com sobriedade sem fazer distinção. Quando os problemas pessoais insistirem em influenciar a produtividade e o bem estar profissional, tente se focar nos objetivos e entenda que criar uma situação desconfortável no trabalho lhe trará mais um problema.

De nada adianta ter inteligência emocional se o funcionário não tiver bom senso com seu visual. "Quando ficar na dúvida sobre o que vestir, procure observar como as pessoas que trabalham na empresa se vestem. E também como se vestem pessoas que estão crescendo dentro da companhia", diz. Ela ensina que no ambiente de trabalho não se deve, de maneira alguma, expor o corpo - e sim expor a competência.

Existem alguns figurinos que, de maneira geral, devem ficar do lado de fora do escritório: minissaias, decotes, peças transparentes ou muito justas ou de cores chamativas e que não combinem.

Muitas empresas adotam "casual day", na sexta-feira. E muitos profissionais acham que só por que não precisam ir trabalhar com roupa social, podem trabalhar como bem entendem. Isso é uma falha muito grande que costuma acontecer dentro das empresas, ensina Maria aparecida. O "casual day" permite que as pessoas se vistam de maneira esporte, mas não excessivamente descontraída. As mulheres podem usar calça jeans, blusa de algodão e sapatilha. Tênis não deve ser usado, a menos que outras pessoas usem e a empresa permita.

O ambiente de trabalho é onde você ganha dinheiro e mostra suas habilidades profissionais - e não um lugar para extravasar emoções de um momento difícil ou exibir a roupa nova que você comprou. O segredo do sucesso é o bom senso.

Por:Josiane


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fénix: pássaro mitológico que renasce das suas próprias cinzas.


A fênix ou fénix (em grego: φοῖνιξ;, transcrição: foinix) é um pássaro mitológico que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é a capacidade de transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar elefantes.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fênix vivia exatamente 500 anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a fênix queimava-se numa pira funerária. A fênix, após erguer-se das cinzas, levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A vida longa da fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual. Os gregos provavelmente copiaram dos egípcios a idéia da fênix. Esses últimos adoravam benu, uma ave sagrada semelhante à cegonha. O benu, assim como a fênix, estava ligada aos rituais de adoração do Sol em Heliópolis. As duas aves representavam o Sol, que morre em chamas toda tarde e emerge a cada manhã.

Lenda

A fénix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causava em outros animais, chegava a provocar a morte deles. Segundo a lenda, apenas uma fénix podia viver de cada vez. Hesíodo, poeta grego do século VIII a. C., afirmou que esta ave vivia 9 vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97 200 anos. Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de árvore da canela, em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova fénix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípcia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O devasso imperador romano Heliogábalo (204--222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois. Actualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo. Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a. C. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erradamente designado por fénix(phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.

Simbologia

A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpertuação, a ressurreição, a esperança que nunca tem fim.

Para os gregos a Fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da Fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios a tinham por Benu e estava sempre relacionada a estrela Sothis, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.

Na China antiga a Fênix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude e da inteligência. Na sua plumagem, brilham cinco cores sagradas.

No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou pela humanidade.
Por:Josiane